PROVOCAÇÕES.

O sorriso doce da mãe
É o calor do pai
Feito filho.
Encontrai.

 

Provocações são temas que podem se tornar palestras de 2, 3 horas e também oficinas de 16 horas, de uma semana, de 10 dias. Com seus seguimentos e aprofundamentos: I, II e III e IV etc… E até capítulos de um livro sendo inscritos na Vida.

Estão desenhadas para nos provocar. Não para chocar, mas provocar-nos profundamente, despertando uma intenção verdadeira, colocando em cheque mate nossas verdades pessoais, familiares, sociais e espirituais adquiridas do passado pelo medo de não pertencer, de não ser amado e incluído. Impostas pela força do grupo.  Provocações que podem destruir crenças e dogmas, talvez, mas sempre convidando-nos a despertar do transe para o qual estamos sendo conduzidos constantemente, desde o começo do tempo, pela educação, pelas autoridades aceitas, pela propaganda, pelos nossos superiores e ancestrais devido aos nossos medos e esperanças.

Estão desenhadas para a possibilidade de acordarmos e olharmos com amor para o que se apresenta: o que significa olhar sem comparar, sem julgar, sem condenar, sem evitar, sem negar e sem querer diferente do que é. É preciso ver para Ver.
Assim, vemos o que é. E isso é amor.
E ficamos com isso.
Assim.

 

 

 

Fantasmas. Descobri a ansiedade em mim. E, por baixo da ansiedade, o medo. Ansiedade é secundária ao medo. A fonte primária do medo é a separação (Eu Sou), que gera o medo de desaparecer. Justamente por aparecer como algo separado.

Desencravou-se o poema:

 

A separação ocorre assim

Espontaneamente

Verdade sem motivo e sem fim

E sem nada pré-existente

 

Na Vida apenas fluente

Algo que se forma

No ato se faz consciente

E de si mesmo se adorna

 

Veste a roupa do destino

E o passado investe em glórias

Do futuro à falta de tino

Começa a criar histórias

 

Assim a Consciência parindo-se

Pari este Universo sem fim

Que surge por surgir fingindo-se

E nós desfrutamos assim

 

Às vezes é muito prazer

Vezes sem conta é dor

E não há o que fazer

Senão perceber que é Amor.

 

O Amor é estranho no ninho

Ao consciente ameaça de morte

Vazio com medo e sozinho

Abre-se no vivente seu norte.

 

O que é importante é uma mudança radical no inconsciente.  Qualquer ação consciente da vontade não pode tocar o inconsciente. Como a vontade consciente não pode tocar as buscas, os desejos, os instintos inconscientes, a mente consciente precisa acalmar-se, estar quieta e não tentar forçar o inconsciente de acordo com algum padrão de ação particular. O inconsciente tem o seu próprio padrão de ação, sua própria estrutura dentro da qual ele funciona. Esta estrutura não pode ser quebrada por nenhuma ação externa, e a vontade é uma ação externa. O que se pode fazer é criar uma atmosfera de intenção. A intenção não é uma meta a ser atingida mais tarde. A intenção é uma atividade sempre presente na qual o tempo não está envolvido de forma nenhuma. A intenção é muito mais importante que alcançar uma meta, um resultado, um fim. A intenção não é apenas uma conclusão intelectual e ideológica, é muito mais que isso, é um presente ativo, vivo, uma força viva, uma chama queimando perenemente que não pode ser extinta, nenhum vento pode apagar, pois não é alimentada por nenhuma influência ou fonte externa. Não tem causa. E assim permanece e produz sua verdade. O vital na chama da intenção é produzir um ser humano livre, bom, inteligente, extremamente capaz. Isso é do interesse de todos. Se isso é realmente visto e compreendido não apenas as palavras, mas a verdade por trás das palavras, a mente  se aquieta; e porque não há resistência, estabelecida pela vontade, você descobre que o assim chamado inconsciente começa a se libertar de suas próprias limitações. Então, só assim, há uma transformação radical no Ser Humano total e essencial. J.Krishnamurti


Nossas provocações


TOTALIDADE:
Dentro do espaço no qual nada havia
Havia um movimento, e esse movimento
Era a própria imobilidade e quietude.
J.Krishnamurti

O ser eterno

Faz-se presente

Na efemeridade do que começa e acaba.

Amai.

Confira

COSMOGÊNESE É ONTOGÊNESE
Não a explicação (duvidosa) da vida;
Mas a poesia (inexplicável) da vida.
Drummond de Andrade

A presença do sol

Fecunda a terra

Regenerando a vida.

Compartilhai.

Confira

CONSCIÊNCIA É DUALIDADE
O pensamento é astuto, com infinitas
possibilidades de enganar-se a si mesmo.
J.Krishnamurti

O tempo que passa

É o todo que se fragmenta

Nas crenças da gente.

 Acordai.

Confira

QUEM SOU EU?
Sentamos juntos, a montanha e eu;
Só a montanha permanece.
Li Po

A dor do mundo

Encontra seu bálsamo

Na comunhão do presente.

Ficai.

Confira

REENCARNAÇÃO E CARMA?
A forma viva desaparece com a morte.
Isso acaba. Mas a Vida, que anima essa forma,
É sempre presente.
Gangaji

 

A verdade que se manifesta

Nasce sempre de novo

No coração de cada um. 

Recebei.

Confira

MEDO E PRESERVAÇÃO DA DOR
Olhei na cara da morte
Ela está viva.
Cazuza

 

O sofrimento

É a chama que arde

Iluminando o caminho.

Escutai.

Confira

ALIMENTANDO O CONTINUISMO?
É o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa

No coração do caminho

Está a vida perene

Nascendo e nascendo.

Celebrai.

 

Confira

COMPREENSÃO DO SER HUMANO
Essa bênção vem quando a mente
É livre em si mesma.
Percebe a verdade e recusa o falso.
J.Krishnamurti

A natureza aguarda em silêncio

O momento de amor

Que desfaz seus mistérios.

Contemplai.

Confira

FLUXO NA MANIFESTAÇÃO
Quando você reconhece o Eu como ele é,
Um pacote de desejos e medos,
Você vê que Eu e meu são ideias falsas,
Não têm fundamento na Realidade.
Nisargadatta Maharaj
 

A alma

Mitiga sua sede

Na fonte que se renova.

Mergulhai.

Confira

OLHAR COM AMOR
Se eu olho para a solução
Eu vou junto com o fluxo.
Bert Hellinger

A noite que vem

Prepara

A ressurreição do dia.

Confiai.

Confira

SER TERAPEUTA.
Na verdade não existe coisa alguma.
Onde vai ajuntar a poeira?
Hui Neng

A noite se faz dia

No despertar do espírito

Em contato com o que é.

Agradecei.

Confira

ASSIM.
Como espaço aberto
Todas as histórias do mundo
Não podem tocar o que Sou.
Jeff Foster

A canção do sol

É puro amor

Que brilha.

Regozijai.

Confira

 

Moacir_Amaral2

UAU

moacir amaral

 

Isto é somente um movimento da verdade. Para constar no Campo de Memórias.

E não se fala mais nisso. E isso não se fala.

 

Neste exato momento é reconhecida a existência da UAU – Universidade Anônima Única. Têm existido com a Vida o Amor e a Verdade, fora do tempo e do espaço, sem começo e sem fim. UAU não é o seu nome, é a exclamação que transborda quando o vivente se percebe nela. É o que é. Não tem forma nem formalidades. Não aceita subscrições nem confere participação. A consciência não tem o que fazer com ela, flerta com ela, quer participar, organizar, cuidar, construir, pertencer, mas não é possível. A consciência diminui e cessa, jamais cruzando seus portais. Apenas o Ser que é atravessa o portal, mas a verdade é que não existe portal nenhum. Todos são chamados a cada momento. O convite ecoa fora do tempo e inclui tudo e todos. Não tem nenhum pré-requisito nem pré-condições. A consciência se cala e eu desapareço: UAU!

 

Não se contrapõe à ilusão e a nenhum objeto da consciência. É apenas um movimento da Verdade, que flui por si mesma em cada fato. Um sonho com a verdade não leva à verdade. É a verdade vendo a verdade que deixa morrer os sonhos e os ideais – a consciência, o eu – e fica só a verdade.

 

Essa universidade serve só à verdade e é possível para aqueles que querem ver a verdade e dedicam sua vida à isso, pagando o preço que é exigido e arcando com as consequências e responsabilidades. Estão prontos e vendo a verdade como verdade e o falso como falso, e não tomam um pelo outro. Dispostos a ver por si mesmos e errar por si mesmos, não esperam ser ensinados porque não estão buscando resultados e não querem acertar nem se dar bem. O amor não busca resultados, apenas realiza o bem. Essa universidade existe  naqueles que estão a aprender não importa em que situação. Aprender é descobrir que algo é possível.

 

Uma universidade sem nome e sem nenhuma autoridade, ninguém que fale por ela. Não é um lugar de estudos. É um estado de aprender. Não tem regras nem mandamentos. Tem a exigência natural da atenção e do comprometimento com a verdade. Nesse movimento aprendemos que a Paz é possível, que é possível viver em paz. Isso não é um sonho, tampouco uma ideia, mas uma realidade que aprendemos e, assim, deixamos de continuar nos destruindo como temos feito até agora, não importa quão “cultos” sejamos nem quão preenchidos de boas intenções estejamos. Não é a consciência que realiza a paz. É o próprio amor e verdade.

 

A consciência jamais trabalha para a paz, e jamais conhecerá o amor, por isso vive sempre em estado de carência, querendo ser amada e reconhecida, fazendo exigências e sendo intolerante; pois sua natureza é a cisão e o conflito, sua natureza não quer o bom, mas sempre o melhor. E o melhor é inimigo do bom. A consciência é sempre aquisitiva e quer sempre mais. Quer o destaque, o protagonismo, a medalha de ouro e o recorde. A consciência quer a justiça e a lei, nunca a bondade. A consciência não tem lugar na bondade. A bondade consciente não é bondade, é investimento. Mas a bondade pode fazer um bom uso da consciência. Assim como o amor, que transforma a consciência em um lugar vazio e silencioso, um vaso perfeito para transbordar!

 

O amor e a bondade não são justos nem equânimes. Não se prestam aos acertos de contas nem ao equilíbrio do dar e receber. O amor e a bondade não se prestam ao trabalho escravo nem ao mercado da oferta e da procura, nem tampouco à corrupção das vantagens e privilégios. O amor e a bondade não são bens de consumo, não estão à venda em nenhum balcão nem boutique nem supermercado nem escolas do saber. O amor e a bondade não servem para nada e não podem ser usados para nenhum fim. São apenas o que são. E não podem ser ensinados. Aprender é descobrir que o amor e a bondade são possíveis para o vivente. E impossíveis para a consciência. Uma Universidade assim não se presta ao desenvolvimento da consciência nem a engrandecimento do Eu. Não está interessada nem na luz nem na sombra, que são faces da mesma moeda. Não é uma escola de altruísmo. Só é saudável quando no seio do coletivo brilha o ser humano singular; e no coração do ser humano singular importa o bem-estar coletivo.

 

Uma universidade assim não quer ensinar ninguém a ser o que é. Nem pressupõe um saber que possa ser ensinado. Existe apenas nos encontros entre seres humanos singulares e únicos, que são o que são e não querem transformar o outro no que eles próprios são. Ninguém sabe o que é, mas ficam com o que é e concordam com a Vida assim como é. Essa universidade não está a serviço de crenças. Mas é um estado profundamente religioso, sem nenhuma religião nem confissão de fé, onde o mistério é visto e reverenciado assim como é, sempre desconhecido e incognoscível e atuante. Sempre presente e efetivo. Assim como a solução para cada problema humano é sempre desconhecida, e emerge com a verdade em cada situação.

 

Essa universidade não é um sonho nem um ideal, e não arrebata corações e mentes pois não é palco de nenhum destaque nem brilho. É uma realidade presente sempre que o vivente dá a sua vida por ela. Quem perder a vida ganhá-la-á. UAU!

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