Provocações.

The path to my fixed purpose
Is laid with iron rails
Whereon my soul is grooved to run.
Over unsounded gorges
Through the rifled heart of mountain
Under torrent’s beds
Unerring I rush!
Naught’s an obstacle
Naught’s an angle to the iron way!
                                                               Herman Melville – Moby Dick: Ishmael

O caminho do meu propósito único
Está assentado em trilhos de aço
Onde minha alma corre célere sem se dispersar.
Por desfiladeiros insondáveis
Pelas corredeiras no âmago das montanhas
Sob o leito das tempestades
Infalível, eu vou com tudo.
Nada é um obstáculo.
Nada impede minha vontade de ferro!

O sorriso doce da mãe
É o calor do pai
Feito filho.
Encontrai

.

  • TOTALIDADE:
  • COSMOGÊNESE É ONTOGÊNESE
  • CONSCIÊNCIA É DUALIDADE
  • QUEM SOU EU?
  • REENCARNAÇÃO E CARMA?
  • MEDO E PRESERVAÇÃO DA DOR
  • ALIMENTANDO O CONTINUISMO?
  • COMPREENSÃO DO SER HUMANO
  • FLUXO DA MANIFESTAÇÃO
  • OLHAR COM AMOR
  • SER TERAPEUTA
  • ASSIM.

TOTALIDADE

totalidade

Dentro do espaço no qual nada havia
Havia um movimento, e esse movimento
Era a própria imobilidade e quietude.
J.Krishnamurti

O ser eterno
Faz-se presente
Na efemeridade do que começa e acaba.
Amai.

A Totalidade é o que é. Abrange tudo, mas não é soma de partes, nem ajuntamento. É o Um sem segundo. Presença sem começo e sem fim. É o Ser, mas não um substantivo e sim um  verbo infinitivo. Movimento imutável da Vida. Antes do tempo e do espaço, antes da forma e  da informação. Infinito potencial Criador.

Este tema nos convida a ir além do sentimento de separação na Totalidade – nunca nos  separamos da Totalidade, isso não existe . Sentimento que carregamos conosco desde que nos sentimos separados, como um Eu aqui na Terra, o tal pecado original. Convida-nos a ir além do ego, além do Ser humano primordial, além de Lúcifer, além de Deus.

Este tema nos convida a encontrarmos nossa verdadeira natureza atemporal e não localizável.  Nossa natureza livre e inteira. Fonte, Origem, Princípio e Fim. Este tema nos convida a acessar a brecha por onde nos inunda o Amor, sem o qual nada existe. Vida sem eira nem beira.  Este tema nos convida para um bom trabalho.


COSMOGÊNESE É ONTOGÊNESE

Não a explicação (duvidosa) da vida;
Mas a poesia (inexplicável) da vida.
Drummond de Andrade

 

A presença do sol
Fecunda a terra
Regenerando a vida.
Compartilhai.

Todas as culturas propõem uma Cosmogênese, em geral imagens míticas do surgimento do universo e do Ser Humano no universo. A consciência humana parece necessitar de uma história que a tranquilize, que lhe mostre que um caminho vem sendo percorrido no tempo e no espaço, e continuará sendo, em nome de uma evolução em direção à realização dos ideais mais nobres: Paz, Amor, Liberdade… que ainda não vimos acontecer aqui na Terra.

Este tema propõe que o aparecimento do universo é o aparecimento do Ser Humano. Uma coisa só, mas que aparece como dois eventos separados. O surgimento do universo e o surgimento do Ser Humano acontecem na Totalidade com o aparecimento da Consciência, o Eu sou que cria  a si mesmo e cria em si mesmo, como um sonho, tudo que existe: natureza, plantas, animais e humanos. Maya, como dizem os hindus.

Este tema convida-nos a traçar o caminho inverso, abrindo espaço para a percepção do Um no muitos. Partindo da Consciência ordinária no dia a dia, com todas suas mazelas, frustrações e expectativas, medos e desejos encontrar a brecha que apaga a ilusão e nos permite ver que por trás das ideias e imagens da multiplicidade está a realidade única do Um sem segundo. Em paz e plenitude e liberdade, que não é outra coisa senão Amor!


CONSCIÊNCIA É DUALIDADE

O pensamento é astuto, com infinitas
possibilidades de enganar-se a si mesmo.
J.Krishnamurti

 

O tempo que passa
É o todo que se fragmenta
Nas crenças da gente.
Acordai.

A dualidade não existe de fato; a totalidade aparece para a Consciência observadora como  dual. É a própria Consciência que faz isso, pois se coloca fora de cada acontecimento, como se tivesse existência em separado. De fato, não poderia ser diferente. O aparecimento da Consciência é a instalação da dualidade, ou melhor, a própria Consciência é a dualidade. Ao aparecer, a Consciência aparece como Consciência de si mesma. Como uma bolha ela se separa na totalidade, e cria o mundo que observa. Eu Sou é o seu nome. Eu sou é o nosso nome. Este tema nos convida a ir além da Consciência, mas não para uma supraconsciência ou coisa semelhante. Este tema nos convida a prestarmos atenção à ilusão engendrada pelo fenômeno Consciência e mostra a falácia de todas as ações para a expansão da Consciência e de seu desenvolvimento. Não se trata de melhorar a Consciência e impedir que fragmente o mundo em dois ou dez mil coisas, pois isso é impossível. Onde a Consciência está, a dualidade está.

Este tema nos convida a despertar do sonho da Consciência e acordarmos para a Presença que sempre é. O Ser que é. Nossa verdadeira natureza, nem consciente nem inconsciente: Presente. Presença é a própria totalidade indivisível e incognoscível. Que se percebe quando se vê além das palavras, pensamentos e conceitos. Quando se fica com o que é. Vida que flui criando formas e mais formas e as abandonando sem nunca morrer. Potencial infinito. Sem ninguém.


QUEM SOU EU?

Sentamos juntos, a montanha e eu;
Só a montanha permanece.
Li Po

A dor do mundo
Encontra seu bálsamo
Na comunhão do presente.
Ficai.

Quem sou eu? Homem, conhece-te a ti mesmo! Exclama o oráculo de Delfos e todas as escolas para o autoconhecimento. Quem sou eu? Quem é você? Quem somos nós? Serei eu meu nome? Meu sobrenome? Minha profissão ou função social? Serei eu meus sonhos, minhas fantasias, minhas crenças, meus condicionamentos? Serei eu meus anseios e devaneios, meus desejos, meus medos? Quem sou eu? Serei eu minhas ideias? Meus ideais? Meus princípios? Minhas metas e propósitos? Serei eu minha raça, minha pátria, meu partido, minhas afiliações? Minhas aflições? Serei eu minha busca, minhas intenções, minhas conquistas? Quem sou eu? Este tema nos convida a irmos além de nós mesmos e do que pensamos que somos. Além do que estamos acostumados a acreditar. Convida-nos a mergulhar fundo na nossa realidade e a não nos contentarmos com pouco, nem com o bastante.

Convida-nos a ver o que é, e a descobrirmos nossa verdadeira identidade. Este tema convida-nos a irmos em direção a nós mesmos e encontrarmos o que somos de fato. Que ninguém sabe o que é. Convida-nos a olhar nos olhos do Desconhecido e aí  amarrarmos nosso burrinho. Quietos, no silêncio perene do Ser que é. Idênticos.


REENCARNAÇÃO E CARMA?

A forma viva desaparece com a morte.
Isso acaba. Mas a Vida, que anima essa forma,
É sempre presente.
Gangaji

A verdade que se manifesta
Nasce sempre de novo
No coração de cada um.
Recebei.

 

Alguns nem acreditam em reencarnação, menos ainda em carma. E não são poucos, pois o mundo cristão não reconhece esse fenômeno. O mundo científico acadêmico também não; reconhece como crença, mas a crença não está no escopo da ciência. Mas uma boa parte do mundo acredita em reencarnação e reconhece a lei do carma, causa e efeito, o que plantas, colhes. Carma do passado, carma do futuro, muitas vidas a serviço de um propósito: evoluir. A reencarnação a serviço do carma para a evolução humana. Mas… Evoluímos de fato? O ser  humano evolui? A humanidade evolui?

Este tema nos convida a mergulhar na vida e desvendar seus padrões. Convida-nos a abrir nossos olhos para nossos desejos de continuidade e permanência e nossa dificuldade de perder e deixar ir o que se foi. Nossa dificuldade de dizer adeus. Mais que isso, este tema nos convida a compreender como a Vida, em seu movimento imutável, deixa atrás de si resíduos materiais e memórias. E como as memórias se agrupam em enredos semelhantes, campos dentro de um campo maior e abrangente. Akasha. Ponto Zero. Apenas a Vida encarna e reencarna. Cada um de nós filho da Vida. Sob influência do ambiente, do sistema familiar, da cultura e dos enredos de memórias às quais nosso corpo se alinha no tempo. Este tema nos convida a ir além do tempo e dos condicionamentos e a realizar a Liberdade essencial de ser o que somos. Únicos em nossa singularidade. Infinito de possibilidades.


MEDO E PRESERVAÇÃO DA DOR

Olhei na cara da morte
Ela está viva.
Cazuza

O sofrimento
É a chama que arde
Iluminando o caminho.
Escutai.

Tudo que queremos é evitar a dor e conservar o prazer. Para isso fazemos tudo que fazemos. Criamos uma sociedade voltada para o entretenimento. Transformamos tudo em passatempo. Economia, religião, ciência, arte, esporte, cultura tudo se transforma em distração. Temos medo de tudo que coloque em risco nossa segurança e nosso conforto. Tudo que queremos é evitar a dor e conservar o prazer. E nessa armadilha ficamos preso. Evitar a dor, quando ela vem – e ninguém precisa buscar a dor (nem precisa da dor) –, só alimenta a dor.

Este tema nos convida a olhar o medo e a dor com olhos de quem quer ver e não com olhos de quem quer evitar. Convida-nos a ficar ali para que tudo se revele: o aparecimento a cara o corpo o modo a fonte o alimento o crescimento o florescimento e a morte e desaparecimento. Este tema nos convida a ir ao encontro de nós mesmo pela porta que se abre quando ficamos com o que é, não importa o tamanho do dragão nem a cara feia do fantasma que nos assola. Este tema nos convida a ver o que é e ficar com o que é; revela o que todos sabem: se correr o bicho pega! E revela o que só poucos vivem: se ficar o bicho some! Correr preserva a dor que nos tira a alegria de viver e destrói a confiança original, nossa de direito e nascença. Correr de medo é a tragédia humana. Este tema nos convida ao inesperado paradoxo.


ALIMENTANDO O CONTINUISMO?

É o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa


No coração do caminho
Está a vida perene
Nascendo e nascendo.
Celebrai.

Tememos o fim. Continuar indefinidamente é o que nos levou à maioria das crenças no pós morte; negar o fim é o cerne da busca da imortalidade. Mas queremos o novo. Sim, queremos nos renovar – viajamos a lugares inusitados, frequentamos cursos e workshops, vamos a spas, fazemos regimes, promessas, oramos a Deus. Só esquecemos que para o novo chegar o velho  tem que desaparecer, morrer, findar, ser deixado de lado, esquecido, transformado, destruído.  Shiva, conhecido Deus hindu da Transformação é também conhecido como Destruidor. O alimento ingerido tem que ser completamente destruído no trato digestivo para ser absorvido e dar origem a recriação do nosso corpo na alquimia diária das refeições e digestão; o alimento do dia a dia é a chave que nos abre para a Vida e para o novo, ou nos aprisiona no passado confortável do conhecido mais do mesmo que nos adoece e adoece nosso ambiente, nossa sociedade, nossa cultura levando-nos à degeneração e à morte, morte que não é o fim, só dor.

Este tema nos convida a confrontar nossos hábitos, crenças e condicionamentos a partir de uma vivência alimentar radical. Convida-nos à simplicidade básica, onde se vê que menos é mais. Este tema nos convida a confiar na sabedoria profunda da natureza em nós, nosso corpo santo, mesmo que devassado por apetite voraz e compulsões viciosas. Convida-nos a revisitar nossa verdadeira natureza, sempre aguardando a ocasião de brilhar!


COMPREENSÃO DO SER HUMANO

Essa bênção vem quando a mente
É livre em si mesma.
Percebe a verdade e recusa o falso.
J.Krishnamurti

A natureza aguarda em silêncio
O momento de amor
Que desfaz seus mistérios.
Contemplai.

Em todas as épocas e todas as culturas sempre houve a tentativa de compreender o ser humano em toda sua inteireza e complexidade. Mapas, cartografias, teorias de tudo apareceram na tentativa de abranger o fenômeno humano e seu ambiente na filosofia, na religião, e na ciência.

É natural da Mente a busca para compreender e explicar a si mesma. A Consciência acredita que assim poderá criar a sociedade ideal onde o ser humano viva bem, saudável e feliz. O mistério humano permanece inexpugnável à Consciência e suas construções conceituais. Mas não à visão clara, nascida da percepção do que é. Presença na atenção e intenção alinhadas com os fatos.Este tema nos convida à Presença, a experimentar e perceber no corpo os estados de Consciência,e ver como os diversos níveis manifestados pela Consciência são expressões do fluxo de energia em cada região corporal. Convida-nos a experimentar o fluxo energético vivo, e os impedimentos que por ventura apareçam, como bloqueios, crenças, dogmas e traumas diversos, desde nossa concepção e parto, atravessando todas as idades até hoje, e projetados no futuro e, nesse movimento da energia, compreender como o fenômeno humano se organiza em níveis de Consciência no corpo, em pares de triângulos, desde nossa identidade espiritual e corporal até o ego e seus ideais, passando pelos aprendizados e emoções, e pela necessidade de ordem e de ser responsável. Maya, efêmera e passageira, dentro da totalidade do Ser que é, quinto triângulo. Um.


FLUXO DA MANIFESTAÇÃO

Quando você reconhece o Eu como ele é,
Um pacote de desejos e medos,
Você vê que Eu e meu são ideias falsas,
Não têm fundamento na Realidade.
Nisargadatta Maharaj

A alma
Mitiga sua sede
Na fonte que se renova.
Mergulhai.

O mundo manifesto se mostra dual à Consciência. Tudo que se manifesta obedece a uma dinâmica primordial e arquetípica de polos opostos que se complementam, mas que também se paralisam, ou se destroem, se simplesmente colocados um diante do outro em confronto, ou para opção e escolha a ser feita, verdadeira armadilha. Observada no corpo humano e, depois, no organismo social a trimembração se mostra uma compreensão do movimento da energia e sua ordem para a saúde humana e do convívio social e suas instituições, organizações e empreendimentos.

Este tema nos convida a perceber profundamente o fluxo da manifestação para que possamos fluir com a Vida e não opor resistência desnecessária e, pior, criando conflitos e problemas onde não precisa haver competição e guerra. Convida-nos a cooperar com o movimento vivo da energia, enxergando que os polos se apresentam à Consciência, sim, mas não são mais que Um aparecendo como Dois. Duas faces da mesma moeda. Assim, dissipa-se a ilusão de que um polo é melhor, ou é preferível ao outro; sendo absolutamente necessários um ao outro, pois um não existe sem o outro, e que o aparecimento de um é, necessária e simultaneamente, o aparecimento do outro. Este tema nos convida a fazer as pazes com a dualidade, percebendo a armadilha da escolha entre seus aspectos contrários, que não são excludentes, mas complementares: Um só e o mesmo.


OLHAR COM AMOR

Se eu olho para o problema
Eu me coloco acima de todos.
Se eu olho para a solução
Eu vou junto com o fluxo.
Bert Hellinger

A noite que vem
Prepara
A ressurreição do dia.
Confiai.

Quando se trata de indivíduos e, mesmo, grupos percebe-se que existe uma divisão interna entre o que é e o que deveria ser, ou deveria ter sido. Essa divisão é responsável pela dor e sofrimento que paralisam, emperram, bloqueiam, destroem o sistema, seja indivíduo ou grupo. A dor e o sofrimento aliam-se ao medo de ser rejeitado, abandonado, excluído, desprezado,  e punido criando um abismo diante e dentro da pessoa ou do grupo, aparentemente sem solução; um problema insolúvel que, quanto mais se pensa sobre ele e se tenta evitá-lo, fugir dele, ou resolvê-lo no afã de tirá-lo da frente, acabar com ele, se ver livre dele, mais ele se fortalece em virulência e morbidez. A Consciência tem essa possibilidade de divisão dentro de si, pois ela mesma é fruto de uma divisão: seu aparecimento na totalidade cria o dois, ela e o resto e, assim, começa todo a tragédia humana e social, com separação, comparação, julgamento e condenação.

Este tema nos convida a aprender que somos um só, em corpos diferentes e singulares, com dons diferentes e habilidades pessoais diversas, mas a mesma Mente e Consciência a nos separar e fragmentar, e que podemos recolher nossas partes, olhando-as com amor, ou seja, abstendo-se  de comparar, julgar e condenar, sem querer que deixe de existir o que estiver acontecendo, sem querer que seja diferente do que é. Convida-nos a olhar com amor, ou seja, a ficar com o que é.


SER TERAPEUTA

Na verdade não existe coisa alguma.
Onde vai ajuntar a poeira?
Hui Neng


A noite se faz dia
No despertar do espírito
Em contato com o que é.
Agradecei.

Ser terapeuta é uma atitude diante da Vida, diante do outro. Como eu me coloco diante do outro? Como alguém que sabe o que é melhor para ele? Como  alguém que tem a verdade a respeito de tudo? Alguém que sabe e o outro não sabe, por isso ele precisa de mim? Como alguém absolutamente necessário, sem o qual o outro estaria perdido? Como eu me coloco diante de uma situação ou evento da Vida? Eu sou aquele que tem as  respostas certas para tudo? Como é minha atitude diante da Vida e do outro? Existe a atitude certa? O que acontece que determinadas atitudes são curadoras e outras são destruidoras? Existe um manual de atitudes terapêuticas? Ser terapeuta é estudar e aprender cada atitude?

Este tema nos convida a descobrir por nós mesmos em que base se assenta a atitude que faz de  nós um terapeuta em cada situação de Vida. Não se trata de métodos nem procedimentos corretos, embora existam muitas correntes e métodos e procedimentos experimentados e codificados ao longo da história da terapia, ferramentas ao nosso dispor. O que faz de uma ferramenta um exercício terapêutico? Este tema nos convida a olhar para isso profundamente, e compreender a função terapêutica como uma ação que nasce de um estado de consciência propício, mais que isso, de um estado de Ser, em que a relação terapêutica não se cinde em dois, pois terapeuta e paciente não estão separados, são Um só. Alguém conhece esse estado?


ASSIM.

Como espaço aberto
Todas as histórias do mundo
Não podem tocar o que Sou.
Jeff Foster

A canção do sol
É puro amor
Que brilha.
Regozijai.

Assim. Porque tudo é como é e assim é que é. A nós nos cabe ver a verdade de cada situação e abrir um espaço para ela no nosso coração. Somos livres. Podemos nos opor ao que está acontecendo, podemos brigar, podemos nos revoltar, podemos destruir, podemos reclamar, podemos negar, podemos fazer o que quiser, podemos até aceitar, querer diferente do que é, melhorar, intensificar o que está acontecendo, mas nada disso é ficar com o que é. Ficar com o que é, é amor! Olhar com amor, a ação que transforma profundamente o que é, não porque quer transformar, mas porque deixa o que é livre para ser o que é. Quem não quer ser amado sem pré-requisitos, sem condições, exatamente por ser o que é? E o que acontece quando isso acontece? Toda tensão desaparece, e a Vida flui em beleza e bondade. Não existe erro. Todos os pecados são perdoados. O passado é perdoado. Desaparece seu poder. Vamos em frente, tomando a vida nas próprias mãos!

Este tema nos convida a dar atenção ao que é, e reverenciarmos o movimento da Vida enquanto acontece, como dádiva e benesse, ainda que isso não possa ser visto de cara. Convida-nos a ver os fantasmas que nos assolam como fantasmas que são. Ver a verdade como verdade e a ilusão como ilusão e não tomar um pelo outro. Este tema nos convida a ver a verdade do dito popular que Deus escreve certo por linhas tortas. E a trabalhar para a glória de Deus, a Totalidade.

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