ESTAMOS AQUI

Olhando para nossa própria vida, não fazendo suposições sobre a vida de outras pessoas. De fato, estamos juntos como dois amigos, neste lugar tranquilo, investigando nossos problemas. Somos sérios, interessados e comprometidos com a solução dos problemas humanos, porque sentimos, como duas pessoas, que nós somos o mundo e o mundo é o que nós somos. Como indivíduos, é nossa responsabilidade produzir uma tremenda transformação no mundo. Porque esta sociedade na qual vivemos, nós a criamos e somos responsáveis por isso, cada um de nós. Somos parte desta sociedade. Somos parte deste tremendo sofrimento do ser humano: esse esforço constante, agonia, dor e ansiedade.

Nós somos responsáveis.

A menos que vejamos esta imensa responsabilidade e fiquemos diretamente em contato com esta responsabilidade, vendo toda a estrutura, todo o maquinário desta responsabilidade, podemos fazer o que quisermos – ir a todos os templos, a cada guru, a cada mestre, a cada livro sagrado do mundo – e nossa ação não tem sentido nenhum porque é mero escape da realidade.


“Parece uma coisa interminável, esta constante introspecção e análise, esta vigilância. Já tentei de tudo; todos os ensinamentos, muitos sistemas de meditação – você sabe,  todas as promessas disponíveis. Continuo vazio, oco por dentro”.

Por que você não começa pelo outro lado, o lado que você não conhece? Da outra margem, a qual você não tem possibilidade de ver desta margem? Comece do desconhecido, ao invés de começar do conhecido; pois esse constante exame e análise somente fortalecem e condicionam ainda mais o conhecido. Se a mente vive a partir do outro lado, então esses problemas não existem.

 

“Mas, como vou começar do outro lado? Eu não o conheço, não posso vê-lo”.

Quando você pergunta: “Como vou começar do outro lado?” – você está ainda perguntando a partir deste lado. Portanto, não pergunte isto, mas comece do outro lado; do lado que você não conhece nada; comece de outra dimensão, que o pensamento, por mais astuto que seja, não pode apreender.

 

“Não posso imaginar como começar daquele lado. Em verdade, não compreendo essa asserção vaga; essa afirmação que, para mim, não tem significado nenhum. Só posso ir onde conheço”.

Mas, o que é que você conhece? Você só conhece o que já está acabado, concluído. Você só conhece o passado. E estamos dizendo: comece daquilo que você não conhece, e viva a partir dali. Se você diz: “Como vou viver a partir desse lugar?” – então você está convidando o padrão de ontem. Mas, se você vive a partir do desconhecido, você está vivendo em liberdade, agindo a partir da liberdade e isso, afinal, é amor. Se você diz: “Eu sei o que é o amor” – então você não sabe. Pois o amor não é um conhecimento, uma memória, nem a lembrança de um prazer. E como não é uma memória, nem uma lembrança, então viva daquilo que você não conhece.

 

“Realmente não sei do que você está falando. Você está tornando as coisas ainda mais difíceis”.

Estou propondo uma coisa muito simples. E estou dizendo que, quanto mais você procura, mais você tem para procurar. O próprio procurar é o condicionamento, e cada passo constrói um caminho que não leva a parte alguma. Você quer que novos passos sejam dados para você, ou você quer dar seus próprios passos esperando que o levem a uma dimensão totalmente diferente. Mas, de fato, você não sabe o que tal dimensão é, então sejam quais forem os passos que você dê, só poderão levá-lo àquilo que já é conhecido. Assim, largue tudo isso e comece do outro lado. Fique em silêncio, e você vai descobrir.

 

“Mas eu não sei como ficar em silêncio”.

Aí está você de novo perguntando “como”, querendo “saber como” para depois “fazer certo”, e não há um fim para o “como”. Todo saber está do lado errado. Se você sabe, você já está morto. Ser não é saber.

 

J.Krishnamurti

 

 

É.

Seja a verdade que você procura!

Seja a transformação que você quer ver no outro!

Seja a revolução que você quer ver tomar o mundo de roldão!

Seja a paz que você quer ver inundar a Terra!

Seja o amor que você quer ver espalhando-se feito praga!

Seja a felicidade que você anseia e espera!

Seja a beleza e a bondade que você sonha acordado!

Seja a riqueza que você quer conquistar!

Seja o milagre que você quer ver acontecer!

Seja você mesmo o que é, pois não há outro!

Você é.

Sem você. Só o é.

 


 

EU SOU?

 

Dr Moacir Amaral. Nasci em São Paulo, Capital, em 1951. A Vida me nasceu de Moacir e Araci. Despertei para a área da saúde pela vivência Macrobiótica com o professor Tomio Kikuchi. Além da transformação do organismo, proporcionou-me a disposição para o estudo do Cristianismo e suas raízes Judaicas e das religiões orientais, Hinduísmo, Budismo, Taoismo.

Pratiquei Tai Chi Chuan com Mestre Wong, da linhagem Wu, em São Paulo. Estudei Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Durante a faculdade, estudei Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica. Rudolf Steiner e seu rigor espiritual deu-me instrumentos preciosos para a compreensão da Vida e para prática Médica, nascida desse entendimento. Criamos o Apaam – Ambulatório para Ampliação da Arte Médica onde começamos a atender pacientes sob supervisão de um amigo já formado. E ajudamos a fundar o Anabá, Escola Waldorf de Florianópolis.

Formado, fui para a Inglaterra, para o Center for Social Development no Emerson College. Ao encontro de mim mesmo, fui para a Índia em busca da Origem – desde os 16 anos de idade visceralmente conectado com Bhagavan Sri Ramana Maharshi e Jiddu Krishnamurti – a compreensão e expressão plena da Não Dualidade; Fonte e base do Terapeuta em mim. Minha filha, Lara Nandini, foi concebida após três semanas de luz mediterrânea intensa e calor da Grécia, e nasceu na Inglaterra em 1988. Vida na minha vida, filha do Sol, amor do Pai, é inspiração e força sempre presente em mim desde então.

De volta ao Brasil fui aluno de Theda Basso e Aidda Pustilnik na DEP – Dinâmica Energética do Psiquismo, onde permaneci por mais 15 anos como Assistente, Focalizador e Conselheiro, tendo a honra de trabalhar junto com Theda na criação do livro Triângulos – Estruturas de Compreensão do Ser Humano (2007), um dos livros básicos da metodologia da DEP. Com Theda pude participar em seu profundo amor a Sri Satya Sai, nosso querido Baba.

 

 

Nesse meio tempo, tive a alegria de conhecer Carminha Levy e, na Paz Géia, os trabalhos de Rowland Barkley, xamã australiano em toda sua força e maestria, com quem muito aprendi. Conheci Jean-Yves Leloup na Unipaz DF, com quem aprendi muito também,  e tornei-me membro do Colégio Internacional dos Terapeutas, não uma instituição, mas uma Inspiração para todos nós, terapeutas. Fixei-me em São Paulo e, com um grupo de amigos médicos e terapeutas, há mais de 20 anos, iniciamos a Casa44 onde está meu consultório médico e terapêutico.

Clínico Geral por formação, fui sendo especializado por meus pacientes, a maioria requerendo ajuda na área da psiquiatria, onde pulsa meu coração. Peregrino no Caminho de Santiago de Compostela, Poeta e Artista Plástico, já publiquei 4 livros de poemas – Hestória (1998),  Compostela, a Poesia do Caminho (2004), Você é o Eu Sou (2005) e Tu que não tens Nome (2017) – e fiz várias exposições de pinturas. Equilibro pedras honrando o Ser humano. Ajudei a traduzir e publicar J.Krishnamurti, Tony Parsons, Ramesh Balsekar e Jed McKenna, autores além da Mente e das palavras, expressões diretas da Não Dualidade.

Atualmente dou um módulo, de tema “A Atitude Terapêutica”, na Formação de Consteladores Sistêmicos do Instituto Imensa Vida, do terapeuta e amigo Tarso Firace. Como médico enxergo a doença e a crise como sintomas: expressão de algo mais profundo e essencial que grita dentro da pessoa que me procura em busca de ajuda e compreensão e cura. Grita porque quer ser ouvido; quer ser percebido e levado em conta, assumindo seu lugar verdadeiro e realidade além da Consciência e do Organismo físico. Além do Espírito e da Matéria: o Ser essencial em cada um.

Como terapeuta minha função é ver, com o paciente, onde ele se fragmenta e se separa na Totalidade do Ser que é, enganando-se a si mesmo, preso na ilusão do ego, e sofrendo. Ver é agir. Ação que se integra e se restabelece no fluxo da Vida, fluxo que nunca cessa, fluindo fluindo sempre. Ser que é. Verbo infinitivo, sem sujeito e sem objeto, sem eira nem beira.

Ser à escuta do Ser.

Minha voz não tem fronteiras.
Meu peito arfa e sussurra
Tanto ardor nada é canseira
Nenhuma dor nenhum problema
Apenas vida fluxo poema.

Eu sou.

 

Quem sou eu?

 

Perguntaram ao Buda:

– O que você ganha com a meditação?

Ele disse:

– Nada.

   Mas deixe-me lhe dizer o que perco com ela:

   Perco a insegurança, a ansiedade, o ódio, o medo da doença, da velhice e da morte.

Infinito

Hellinger fala que um mestre nunca foi um discípulo; e um discípulo nunca será um mestre. Sabem por quê? Porque o mestre vê e, por isso, não precisa ser ensinado; e o discípulo espera ser ensinado e, por isso, não vê.

Infinito é um programa de imersão do Instituto Imensa Vida – www.imensavida.com – (uma semana ou até um mes em imersão com um de seus facilitadores; atualmente acontecem em Campos de Jordão e no Guarujá, SP, mas podem acontecer em quaisquer das cidades que abriguem o Curso de Formação em Terapia e Constelações Sistêmicas do Instituto – dependendo da circunstância é aberto para um terapeuta sério e interessado em aprofundar sua visão a partir de si mesmo, não importando seu background, mas, sim, o seu compromisso). Infinito é para aqueles que querem ir mais fundo na arte de ser terapeuta, como mestres e não como discípulos.

É um treinamento intensivo para aqueles que querem tomar para si a responsabilidade de ver, e ver por si mesmos. Para os que têm a intenção de sair da atitude passiva de querer ser ensinado e tomar a atitude ativa no seu aprender. 

A proposta não é ser instruído ou adquirir mais conhecimentos de procedimentos terapêuticos. Isso até pode acontecer, mas não é o propósito do encontro. O propósito é a convivência fecunda para o aprender vivo do experimentar e do ver.

O convite é mergulhar na estranha arte de Ser diante, e junto, de alguém que quer ajuda e não sabe o que fazer. Não é aprender o que fazer, mas é sustentar a verdade de não saber o que fazer e ainda assim ficar junto. Então o que acontece? O que acontece é uma surpresa para ambos, terapeuta e cliente! 

Infinito é para aqueles que ainda podem ser surpreendidos, e receber a dádiva da transformação como um milagre que não se tem nas mãos. Para aqueles que não almejam um resultado preconcebido, e tampouco desejam levar o cliente a onde ele mesmo ja foi ou chegou. O terapeuta não é o agente da transformação, é apenas o convidado de honra.

Infinito é para aprender o verdadeiro lugar do terapeuta, aquele que acompanha, e se alegra com o que se mostra, não porque procura, mas porque é verdade!

Infinito é um ambiente seguro e acolhedor onde cada um se expõe ao que acontece, e tudo o que acontece é bem vindo, seja agradável ou desagradável, e é motivo de aprendizagem. Infinito não é um evento que pretende dar certo; é uma oportunidade para os participantes serem apoiados naquilo que são. 

“Ser o que é” e “Ficar com o que é” é a atitude terapêutica por excelência, e não há método para isso. Cada um é facilitador ou dificultador do seu próprio aprendizado. Ninguém vai ao Infinito para adquirir o que o facilitador tem. O facilitador não está oferecendo seu modo de ser e trabalhar como um produto para ser consumido. O facilitador está presente e totalmente exposto, como participante que é. 

Infinito é a disposição para mergulhar no desconhecido e navegar a realidade de estarmos todos no mesmo barco como tripulantes e não como turistas. O coração de cada um é o próprio leme e também as velas, e também o vento, e também o mar. Discernimento e bom senso é capacidade humana disponível a todos e, seu exercício, é responsabilidade de cada um. 

Infinito é uma possibilidade de olharmos juntos para tudo isso! Um infinito de possibilidades! “O que se quer é que os participantes mudem de nível”.

Duas passagens do livro “A Fonte não precisa perguntar pelo Caminho”, de Hellinger, caem como uma luva para todos os participantes, sejam facilitadores ou clientes.

Pag 202:

“Portanto, é importante que o participante saiba que aqui se trata de um processo vivo, no qual se exige dele um passo de crescimento. Por isso depende também de que ele seja suficientemente forte e corajoso para expor-se a isso. Essa transição a um nível mais elevado tem algo de religioso, no sentido de que nisso me entrego a algo maior. Desprendo-me de algo estreito, passo a algo mais amplo e confio em que este me oriente.”

Pag 203:

“O decisivo nesse tipo de trabalho é que o terapeuta não é muito importante, pois o que age ou ocasiona algo não é o terapeuta. É uma realidade que se torna visível. Por isso este aqui é, também, um trabalho muito humilde. E é um trabalho e tipo de procedimento no qual não se necessita crer. Olha-se e vê, assim é.”

(Texto produzido no encontro informal, indisciplinado e despretensioso de Felício, Victor e Moacir, com alguma edição posterior)

 



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O Legado

 

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Legado – Livro das Cores

 


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